sábado, 11 de julho de 2009

Creio que a maior parte do cinema que se faz por esse mundo fora é fraco. Isto aplica-se quer às longas metragens, quer às médias ou curtas. Por isso admiro a coragem do Micaelo,do Nuno, do Dario e do Miguel para irem triando ao longo do ano milhares de filmes para poderem apresentar algumas dezenas deles durante o Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde que por esta altura acontece. A dificultar-lhes a tarefa acresce o facto das Curtas Metragens serem naturalmente um campo sempre aberto a um cinema de experimentação onde as fraudes são mais frequentes. Agora há um facto que eu lamento e que é a interferência temporal com outra importante realização, a saber, o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. Hoje, por exemplo, tenho que perder, entre outras coisas, um filme do Manuel de Oliveira para poder estar a ouvir música no auditório do Museu Municipal da Póvoa!
Espero que nesta cidade os acontecimentos importantes comecem a ser melhor coordenados entre as suas maiores freguesias, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, para que o deserto diminua!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sabe-se que hoje em dia, muito mais do que Ser importa Ter. Vem isto a propósito de ver o equívoco de muitos pais que, na ânsia de que os filhos sejam alguma coisa, os sobrecarregam dispersando-os por múltiplas actividades. E lá andam os familiares numa roda viva a levar os miúdos e,depois a ir buscá-los, às lições de inglês ou de espanhol,de piano ou de violino, de ballet clássico ou de danças folclóricas,de ginástica ou de natação sincronizada, à lições disto e daquilo. De facto essas crianças têm imensas actividades, não têm é tempo para serem...
Há dias, em casa de amigos, embora constrangido fui contemplado com a exibição de um petiz rechonchudo a quem os pais o mandaram ir buscar o seu violino para diante de uma pauta arranhar as cordas ante os olhares embebecidos dos familiares. Não havia um buraco por onde me enfiar por isso assisti até ao final dos aplausos parentais. Claro que fiquei um pouco deprimido visto que, como infelizmente tenho o dom de prever o futuro, sei que dali não sairá nenhum artista. O que vale é que nada disto tem importância...